Ataque cibernético em estações britânicas termina em pena suspensa
- Monica Stahelin
- 11 de jul.
- 2 min de leitura

John Andreas Wik utilizou o seu acesso interno ao sistema Wi-Fi para difundir mensagens de ódio.
Um trabalhador de tecnologia da informação (TI) foi condenado a uma pena de prisão suspensa após realizar um ataque cibernético em estações de comboio no Reino Unido, no qual difundiu mensagens anti-Islão.
Ataque e impacto nas estações
John Andreas Wik, de 37 anos, explorou o seu acesso como empregado da empresa Global Reach Technology — responsável pela gestão das páginas web de redes Wi-Fi gratuitas — para alterar o sistema Wi-Fi de várias estações. Quando os utilizadores acediam à internet, deparavam-se com uma página que continha mensagens relacionadas com atentados terroristas, como o ataque à Manchester Arena, e outros incidentes em Paris e Estocolmo, acompanhadas de uma frase alarmista: “Amamos-vos, Europa. A islamização da Europa já está a acontecer e piora a cada dia.”
No dia 25 de setembro do ano passado, o hack afetou dez estações de comboio em Londres, entre as quais Euston, Victoria, King’s Cross e Waterloo. Outras estações importantes em cidades como Manchester, Birmingham, Glasgow, Leeds e Edimburgo também foram alvo deste ataque.
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Julgamento e sentença
Wik confessou a culpa em abril pelo crime de distribuição de material escrito ameaçador com a intenção de incitar o ódio religioso. Na última quarta-feira, foi condenado a dois anos de prisão, pena essa suspensa pelo mesmo período. A juíza Vanessa Baraitser determinou ainda que o arguido pague uma multa de 150 libras a título de indemnização às vítimas, cumpra 280 horas de trabalho comunitário e participe em 25 sessões de reabilitação.
Segundo a polícia ferroviária britânica, este foi um abuso grave e planeado do seu poder e acesso, causando medo e perturbação a muitos utilizadores do sistema. A polícia reforçou que qualquer forma de intimidação ou violência motivada pelo ódio não será tolerada nas redes de transporte.
Durante o processo, foi também referido que Wik tentou disseminar mensagens semelhantes em espaços culturais na Alemanha e num centro comercial no Reino Unido, acusações que negou.
M.S.
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