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John Worboys enfrenta nova acusação de violação ocorrida nos anos 90


John Worboys
John Worboys enfrenta nova acusação de violação ocorrida nos anos 90 © PA Media

O conhecido violador em série John Worboys está a ser alvo de uma nova investigação por alegada violação, que terá ocorrido na década de 1990, na cidade de Blackpool, em Lancashire. Esta é a primeira acusação contra Worboys fora de Londres, onde foi inicialmente condenado por múltiplos ataques.


De acordo com o jornal Mirror, a alegada vítima afirmou que o crime teve lugar há mais de 25 anos, numa altura em que Worboys trabalhava como stripper. A Polícia de Lancashire confirmou que recebeu uma denúncia relacionada com um ataque sexual ocorrido no final dos anos 90 e que as diligências estão em curso. Até ao momento, não há detenções associadas ao caso.


Um histórico de crimes e manipulação

John Worboys cumpre actualmente duas penas de prisão perpétua, impostas em 2009, após ter sido considerado culpado de agredir sexualmente 12 mulheres em Londres. No entanto, as autoridades acreditam que o número real de vítimas poderá ultrapassar a centena. Os crimes ocorreram maioritariamente no interior do seu táxi, o que lhe valeu o apelido de “violador do táxi preto”.

Carruagem de aluguel preta
John Worboys atacava suas vítimas em sua carruagem de aluguel © PA

Após a sua condenação inicial, outras vítimas começaram a apresentar queixas, revelando um padrão de ataques que remontava ao ano 2000, demonstrando que Worboys terá actuado durante mais tempo do que inicialmente se suspeitava. Em 2019, enfrentou novas acusações, incluindo a administração de substâncias com intenção de cometer crimes sexuais.


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Durante o julgamento no tribunal de Old Bailey, foi revelado que o agressor atraía as vítimas com histórias de prémios de jogo ou lotaria e oferecia-lhes bebidas adulteradas com drogas. Numa sessão com um psicólogo, Worboys admitiu ter dado álcool a cerca de 90 mulheres e drogado uma em cada quatro, motivado por fantasias alimentadas por conteúdos pornográficos e por uma profunda hostilidade em relação às mulheres.


Risco contínuo e preocupação das autoridades

Em 2019, um relatório de liberdade condicional alertava que Worboys permanecia tão perigoso como no momento da sua primeira condenação. A juíza responsável pelo caso, Mrs Justice McGowan, sublinhou que o condenado representa um risco contínuo e que a sua capacidade de manipular os outros e recusar reconhecer o perigo que representa são motivo de preocupação.


Apesar de se ter declarado culpado nas acusações mais recentes, o Ministério Público considerou que Worboys continuava a minimizar a gravidade dos seus crimes. A responsável pela acusação, Tina Dempster, enalteceu a coragem das mulheres que denunciaram os abusos, sublinhando que a sua colaboração foi essencial para manter um predador sexual atrás das grades.


As penas atribuídas incluem dois períodos mínimos de seis anos cada por administração de drogas com intenção de cometer crimes sexuais, a cumprir simultaneamente com as penas perpétuas já em vigor.


B.N.


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