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Doze mortos em Kiev: Zelensky pede sanções mais duras


Equipes de resgate trabalham entre escombros de um prédio destruído; um bombeiro segura um grande urso de pelúcia sujo e danificado, enquanto fumo branco ainda sai dos destroços.
Doze mortos em Kiev: Zelensky pede sanções mais duras © Reuters

Uma série de ataques coordenados com drones e mísseis hipersónicos atingiu a capital da Ucrânia, Kiev, na passada quarta-feira à noite, provocando a morte de pelo menos doze pessoas, entre as quais duas crianças, e ferindo 38 cidadãos, segundo dados oficiais das autoridades ucranianas.


Este foi o primeiro ataque de grande envergadura na cidade desde o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, que teve lugar no Alasca no início deste mês, numa tentativa de encontrar uma solução para o conflito em curso.


O ataque começou cerca das 21h30, hora local, com as primeiras explosões a serem ouvidas em vários pontos da cidade, de acordo com Vitali Klitschko, presidente da câmara de Kiev. Por volta da meia-noite, as defesas aéreas foram ativadas para tentar neutralizar os drones e mísseis lançados.


Tymur Tkachenko, chefe da administração militar da capital, informou que quase cem edifícios ficaram danificados, entre os quais o escritório do British Council e uma propriedade que alberga a delegação da União Europeia em Kiev. O impacto mais grave registou-se num prédio residencial de cinco andares no distrito de Darnytskyi, que foi alvo direto dos ataques, provocando destruição generalizada.


Oposição de Kiev e apelos à comunidade internacional

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, reagiu rapidamente ao ataque, denunciando que o Kremlin escolheu a via das “balísticas em vez da mesa das negociações”. Numa publicação na rede social X, Zelensky reiterou o apelo a "novas sanções duras" contra Moscovo, defendendo que a pressão internacional deve ser reforçada para travar a escalada do conflito.

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Mais de três anos após a invasão em grande escala da Ucrânia por parte da Rússia, os combates continuam sem sinais de abrandamento, apesar das recentes tentativas diplomáticas. Steve Witkoff, enviado especial do presidente Trump, está a reunir-se com representantes ucranianos em Nova Iorque, afirmando que “as conversações com os russos são diárias”. Os Estados Unidos preparam-se para oferecer à Ucrânia um pacto à semelhança da NATO, que não exigirá a sua adesão formal à aliança militar.


Entretanto, Kaja Kallas, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, alertou para o perigo de ceder territórios ucranianos, como a região do Donbas, numa possível solução de paz, classificando essa hipótese como uma "armadilha". Na terça-feira, Zelensky reuniu-se em Kiev com o Almirante Sir Tony Radakin, chefe do Estado-Maior da Defesa do Reino Unido, onde discutiram a necessidade urgente de um cessar-fogo que possa travar a violência e permitir avanços diplomáticos.


Este novo ataque evidencia a fragilidade da situação em Kiev e o aumento da tensão na guerra que tem marcado a Europa nos últimos anos. A comunidade internacional mantém-se atenta, enquanto Kiev apela à solidariedade e reforço das medidas contra Moscovo para impedir a continuidade dos ataques e proteger a população civil.


M.S.


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