Trump propõe condições de paz à Ucrânia e exige renúncia à adesão à NATO
- Monica Stahelin
- 18 de ago.
- 2 min de leitura

O presidente norte-americano Donald Trump estabeleceu novas exigências à Ucrânia para um possível acordo de paz com a Rússia, numa altura em que se prepara para receber o Presidente Volodymyr Zelensky e líderes europeus em Washington. Entre as condições impostas, Trump defende que Kiev abdique da Crimeia e desista da intenção de integrar a NATO.
Encontro marcado com líderes europeus
O encontro com Zelensky está agendado para esta segunda-feira na Casa Branca, seguido de uma reunião com representantes do Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Finlândia, União Europeia e NATO. A presença destes líderes visa reforçar a solidariedade com a Ucrânia e discutir garantias de segurança num eventual cenário pós-conflito.
O governo britânico reafirmou que a sua posição em relação à adesão da Ucrânia à NATO permanece inalterada. "A Rússia não pode ter direito de veto sobre o caminho da Ucrânia rumo à União Europeia ou à NATO", declarou o porta-voz oficial de Downing Street. Acrescentou ainda que Londres está a trabalhar “lado a lado” com Trump relativamente ao dossiê ucraniano.
Pressão sobre Kiev e ataques continuam
Apesar de insistir na necessidade de compromissos de ambas as partes, Trump colocou a responsabilidade de pôr fim ao conflito nas mãos de Zelensky, sugerindo que o presidente ucraniano poderia terminar a guerra "quase de imediato, se quisesse". Trump reiterou também que a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, não será devolvida, e reafirmou a sua oposição à entrada da Ucrânia na Aliança Atlântica.
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Entretanto, a situação no terreno continua crítica. Na noite de domingo, a Rússia lançou novos ataques com mísseis e drones sobre várias regiões da Ucrânia, incluindo a cidade de Kharkiv, onde sete pessoas, entre elas duas crianças, perderam a vida. Testemunhas relataram que os bombardeamentos atingiram edifícios residenciais e áreas civis, sem qualquer presença militar na zona.
Putin mantém a posição de prosseguir com os combates até que os seus objectivos militares sejam alcançados, enquanto Zelensky rejeita os termos propostos por Moscovo, incluindo a cedência total da região de Donetsk, actualmente parcialmente controlada por Kiev. Ainda assim, o presidente ucraniano manifestou esperança num progresso real: "Todos queremos acabar com esta guerra de forma rápida e segura. A Rússia deve pôr fim ao conflito que iniciou", afirmou.
A reunião desta segunda-feira é vista como um momento crucial para o futuro da guerra na Ucrânia e para a definição dos contornos de uma eventual paz duradoura.
M.S.
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